
Incessante chuva que escorre pelas pétalas aladas de uma rosa de outono
Descobre em meu peito seu leito de vida
Indagando-se qual o motivo de tanta angústia
Querendo saber o nome de seu dono perdido
Eterna rosa que vive sozinha
Umidecida pelas chuvas do inverno ártico
Iluminada pelo sol desértico do seu olhar
Recoberta do castanho de seus olhos
Indecente vida que a tenho por mim
Resplandecente esplendor de suas pétalas
Voando por meus pensamentos
Atravessando minha alma
Estremecedora chuva que cai sob meus pés num dia ensolarado
Te vejo nua num campo florido
Rosa de minha imaginação
Vagando solitária em meio ao caos do mundo
Como vens a mim não sei
Mas atravessas meus pensamentos sem distinção nenhuma
Diante da torre de imersões que brotam do chão
Caio a ti para entregar minha alma
Correndo lentamente na pista imaginária do mundo
Ao olhar atento do cego sábio
Parada em meio ao deserto
Enudecida lavada pelas águas de seu suor
Rosa pálida que vaga corada em minha vida
Corro para ti, parada ao relento
Seus longos cabelos obscurecidos pelas ondas do mar atlântico
Navengando só nas ruas do paraíso
No amanhã do mundo etério
O sol irradia sobre minha cabeça
Iluminando a ti em seu explendor supremo
Nesta incessante chuva que escorre por suas pétalas aladas.