quinta-feira, 28 de junho de 2007

















No breu da noite
À luz da lua
Navegando sem direção
Pelo Mar em fúria

No silêncio da noite
A calma do mar
O ensurdecedor canhão
O fogo sem cessar

Na escuridão da noite
Os fleches da pólvora
Fonte da explosão
Distantes como a aurora

Na calmaria da noite
O tambor silencia
O sangue escorre pelo chão
Do convéz que ali existia.

terça-feira, 19 de junho de 2007



















A rua, em torno, era ensurdecedora vaia.

Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão vaidosa
Erguendo e balançando a barra alva da saia;

Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como um basbaque extravagante,
No tempestuoso céu do seu olhar distante,
A doçura que encanta e o prazer que assassina.

Brilho... e a noite depois! - Fugitiva beldade
De um olhar que me fez nascer segunda vez,
Não mais te hei de rever senão na eternidade?

Longe daqui! tarde demais! nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!

(Charles Baudelaire)

Esse poema chama-se A Passante de Charles Baudelaire, com tradução de Guilherme de Almeita. Charles Baudelaire foi um poeta nascido em Paris, França, em 9 de abril de 1821, grande escritor autor de várias obras, entre elas As Flores do Mal, O spleen de Paris e Paraísos Artificiais.
Esta poesia me chamou a atenção pelas rimas e pela escreita, pena que a tradução faz-se perder um pouco da essência.

quinta-feira, 14 de junho de 2007
















Homo Sapiens Sapiens...

Sapiens... sabedoria...

Qual sabedoria!?

Sabedoria, criamos veículos, aviões, prédios, monumentos

Sabedoria, criamos bombas, armas, guerras, mortes

Quem somos nós para nos chamarmos de sábios!?
Vivemos em uma esfera tomada por nosso lixo, as águas invalidades por nossa sede de dinheiro, o capitalismo que suga tudo de nós, e o pior, de dentro de nós. Os valores existentes, tão bonitos, Honra, Dignidade, Bravura, Coragem, hoje, sinônimo de nada. Quando o homo sapiens sapiens perdeu esses valores, perdeu sua sabedoria. Hoje não existe mais sabedoria, será sabedoria escolher um parceiro por beleza? Por situação monetária? Por bens materiais? Homem Sabio Sabio, esqueceu sua sabedoria em meio a podridão e ao lixo que se tornou seu mundo, vendeu seus valores por uma miséria que não vale a pena perder um fio de cabelo, jogou fora a esperança de um ideal.
Enfim a sabedoria se voltou contra nós, mesmo os que ainda possuem um pouco de dignidade são atingidos pela ganância da maioria.


FODA-SE, foda-se a sabedoria, não há mais sabedoria, há esperteza, e em que consta a esperteza senão pisar em cima dos outros para se sentir melhor!? Para criar uma imagem de vitória!? Sábios nossos antepassados que preveram o que ia acontecer, espertos o que hoje dizem ser novidade que não teremos muito tempo dizendo ter falado antes.


Homo sapiens sapiens, Homo sapiens, Homo, simplesmente Homo mais nada...

domingo, 10 de junho de 2007
















Minhas lágrimas não mais conseguem demonstrar minha emoção
Meus socos não conseguem anestesiar a dor de meu coração
Meus olhos se cegam ao ver o sangue derramado por mim mesmo nas paredes danficadas de minhas ilusões
Minha mente fica inerte diante os palpitares loucos de uma alma em profunda descida pelo vale da loucura
O que resta senão a dor que não pode ser mostrada, vista, sentida ou imaginada, encrustada em meu peito ela cria vida e se rebela contra seu próprio criador
Infame tarja que hoje descansa meu túmulo sinistro impedindo-me de ver qualquer coisa senão a escuridão que cobre o mundo dos inúteis mortais que nele habitam, e que hoje cobre também meus olhos me carregando de volta para a dor de minha ilusão

segunda-feira, 4 de junho de 2007









Desculpe amor


“Atroz amor que me revoga a ti
Ciciando palavras doces em meus ouvidos
Fazendo-me perder todos sentidos
Lembrando-me os beijos que ganhei de ti

Oh meu amor, oh minha perdição
Te espero, te aguardo
E um lugar para ti eu guardo
Em meu coração

Nostalgia eterna que me faz lembrar
Trazendo-me prantos à face
Fazendo-me viver nesse enlace
Apesar disso continuo a te amar

Senhor dos senhores
Como levas meu amor desse jeito?
Poderia ser mais um dia perfeito
Mas transformastes em dores

Nada pude fazer em sua partida
Desculpe minha amada
Minh’alma se sente culpada

Por perder a ti, minha querida.”