sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


















Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque
meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a
poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para
administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou
posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de
fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para
recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim."

Sorria.
Mas não se esconda atrás deste sorriso.
Mostre aquilo que você é. Sem medo.
Existem pessoas que sonham.

Viva. Tente.
Felicidade é o resultado dessa tentativa.
Ame acima de tudo.
Ame a tudo e a todos.
Deles depende a felicidade completa.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância e, sim uma aproximação.

Aceite. A vida, as pessoas.
Faça delas a sua razão de viver.

Entenda os que pensam diferentemente de você.
Não os reprove.

Olhe à sua volta, quantos amigos...
você já tornou alguém feliz?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Não corra... Para que tanta pressa?
Corra apenas para dentro de você.
Sonhe,
mas não transforme esse sonho em fuga.

Acredite! Espere!
Sempre deve haver uma esperança.
Sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute!
Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.
Ouça... Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo...
Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.
Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Sou feliz...
Porque você existe!

(Charles Chaplin)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007















Incessante chuva que escorre pelas pétalas aladas de uma rosa de outono
Descobre em meu peito seu leito de vida
Indagando-se qual o motivo de tanta angústia
Querendo saber o nome de seu dono perdido

Eterna rosa que vive sozinha
Umidecida pelas chuvas do inverno ártico
Iluminada pelo sol desértico do seu olhar
Recoberta do castanho de seus olhos

Indecente vida que a tenho por mim
Resplandecente esplendor de suas pétalas
Voando por meus pensamentos
Atravessando minha alma

Estremecedora chuva que cai sob meus pés num dia ensolarado
Te vejo nua num campo florido
Rosa de minha imaginação
Vagando solitária em meio ao caos do mundo

Como vens a mim não sei
Mas atravessas meus pensamentos sem distinção nenhuma
Diante da torre de imersões que brotam do chão
Caio a ti para entregar minha alma

Correndo lentamente na pista imaginária do mundo
Ao olhar atento do cego sábio
Parada em meio ao deserto
Enudecida lavada pelas águas de seu suor

Rosa pálida que vaga corada em minha vida
Corro para ti, parada ao relento
Seus longos cabelos obscurecidos pelas ondas do mar atlântico
Navengando só nas ruas do paraíso

No amanhã do mundo etério
O sol irradia sobre minha cabeça
Iluminando a ti em seu explendor supremo
Nesta incessante chuva que escorre por suas pétalas aladas.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007





KATIE
Por que eu? Você gostava de mim.

JOSH
Você me dedou.

KATIE
Por que você me atirou direto no coração?

JOSH
Onde você acha q atirou em mim? Por que você fazia de conta que eu não existia? Meus pais não me viam. O pessoal da escola não me via. Você não me via. Eu era invisível às vezes.

MICHAEL
Por que eu? Eu estava no torneio escolar de futebol.

JOSH
Você é tudo o que eu queria ser.

MICHAEL
Por que você me acertou direto na cabeça?

JOSH
Você devia ter imaginado isso quando você me empurrou

JESSIE
Por que eu? Eu nem te conhecia.
Eu nunca falei com você. Por que eu? Que direito você tem para tirar toda vida que eu tinha para viver?
Se sentiu como um homem quando você me atirou no estômago?

JOSH
Você não tem idéia do que é ser alguém um dia, e ninguém no outro.

MATT
Por que eu? Eu tinha minha vida inteira pela frente.

JOSH
Eu também tinha.

MATT
Como você se sentiu quando me acertou no pescoço?

JOSH
Não sei.

EMILY
Toda minha vida eu fui ensinada perdoar. Que perdão é para o perdoado. Mas eu simplesmente não posso. Não enquanto eu não saber o que realmente está no seu coração. Eu preciso saber, Josh. Por que eu? Por que eu?

JOSH
Se você sabe todos meus pensamentos, por que você não sabe isso?

EMILY
Nós queremos ouvir você dizer para você mesmo... Por que, Josh?


JOSH
Às vezes eu odiava estar vivo, mas eu tinha medo de estar morto.


JOSH
Eu não sabia que isso ia ser para sempre. Eu pensei que era “bang bang você morreu” de novo. Eu pensei que poderia apertar o botão de reset e começar de novo. Por que eu não posso ter outra chance? Quando eu matei você eu matei todas minhas possibilidades, também.

Eu nunca vou ter nenhum futuro também. Nunca.
Esse é o resto da minha vida?
...Meu... Deus.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007














O sistema solar é nada perto da magnitude do Universo, do mesmo jeito que cada um de nós somos nada perto do sistema solar. Nossa vida tem um ciclo, nascemos, crescemos e morremos, o Universo tem um ciclo, esplode , vira uma bola concentrada de massa, esplode de novo.
Pois bem, o sistema solar também tem um ciclo, o sol nasce e morre, e junto com ele o sistema. Eu só desconcordo que nosso sistema se baseie no Sol, acho que há um ciclo planetário em nosso sistema, a vida percorre um planeta após o outro, um, depois o outro passano por Mercurio, Vênus e Terra, os antecedentes planetários, já não existem mais porque foram consumidos pelo Sol, e o próximo a ser consumido será Mercúrio, então Vênus irá para sua posição, enquanto a Terra tomará o lugar de Vênus como o planeta mais quente devido ao efeito estufa nele existente, e Marte seguirá para mais perto do Sol, tornando-se assim acessível à vida, que começará seu ciclo evolutivo novamente.
Os outros planetas virão atrás e se defrontaram com o cinturão de asteróides, sendo reduzidos de seus tamanhos fenomenais a simples planetas do diâmetro da Terra, um pouco maior ou menor, quem sabe.
Mas assim se decorrerá o ciclo planetário no sistema solar, cada planeta nasce, cresce, morre e vira cinzas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007










Eu acho que não estou nesse mundo para viver, mas sim para fazer um teste, se passar terei o direito a uma vida, se não passar, serei reprovado e retornarei a fazer meu teste. Quando olho ao longe, não acredito em meus olhos, não acredito que todos possam ver, não acredito no fato de ter algo infinito nos rodeando, “infinito”, não posso entender o que é o infinito, não posso compreender, minha mente não pode calcular tal imensidão, infinito, o que é infinito, tudo têm seu começo e seu fim, porque existiria algo infinito? E se é finito, o que está por fora desse lugar? O que mais tem afora?

Eu queria desistir desse teste, jogar para o alto, para fora, desistir, eu posso desistir deste teste, mas há castigos para quem desiste. Ao ler isso muitas pessoas pensarão “esse cara é louco!” ou até mesmo “olha o babaca achando que é o centro do mundo”, mas eu acho realmente que isso virá, pessoas virão, pessoas me confrontarão, afinal, que tipo de teste, prova, que não tem suas dificuldades? Sempre será assim, eu serei simplesmente mais um louco, lunático, mas para mim, isso é só mais uma questão do meu teste.

Agora muitos devem estar se perguntando o que visa esse teste, um teste comum visa medir sua capacidade intelectual ou física, esse não seria diferente, mas tem alguns fatores a mais para serem medidos. Força física, habilidade de aprendizagem, sucessão ao poder, índole, bondade, maldade, sentimentos, enfim, tudo que nós passamos na vida é tido como avaliação, todos nossos sentimentos, nossas dores, nossos erros são medidos.

O que eu digo aqui não é tão sem cabimento, pois a igreja diz o mesmo, mas a vida que eles dizem é o paraíso ou o inferno, meu ponto de vista muda um pouco isso, para mim não existe o inferno, não existe paraíso, se passarmos, viveremos uma vida digna de ser vivida, e poderemos aproveitá-la como sempre quisemos, se não passarmos, refaremos o teste até estarmos aptos, aptos a viver em comunidade com o próximo. O castigo dos que desistirem, será sentir todas as dores que haviam sido os motivos da desistência.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007
























Vai-te embora para Pasárgada (Viva a Democracia)

Vai-te embora para Pasárgada,
Lá es amigo do rei,
Pode ter a mulher que quiseres
Na cama que escolhereis

Vai-te embora meu amigo,
Pois eu ficarei,
Pois lá te perseguirão
Se não fores amigo do rei

Vai-te meu companheiro,
Contigo não irei
Pois lá não escolhe
O governante que tereis

Vai-te camarada,
Ir não poderei,
Quero um lugar comum
Sem dinheiro, sem lei

Vai-te com Deus,
Não, não irei,
Viva minha democracia
E dane-se seu rei.

(Caio Acosta)

Esta poesia vem é uma versão da famosa Vou-me embora para Pasárgada de Manuel Bandeira, grande poeta.
Na foto Che Guevara, um grande lider revolucionário e, defendedor do comunismo morto na Bolívia, morto porém não esquecido, Viva el comunismo, Viva la revolución e por minha parte... Viva la democracia!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

























Librate

“’Librate-me ex inferis!’
Gritos de horror,
Gritos de destruição
Salve-me, salve-me
Do inferno escaldante
Grite meu nome,
Chame minha alma
Invoque meu espírito
Tire-me, salve-me

Libratetute-me ex inferis!’
Corra, fuja
Faça o que puder
Salve-se, salve-se
Do inferno das almas
Corra entre o fogo
Liberte sua mente
Liberte sua alma
Corra, salve-se.”


Imagem: The Seer por Nicole

segunda-feira, 9 de julho de 2007












O homem de preto corria e o pistoleiro ia atrás
Por entre desertos mortos
Em busca de sua torre
O pistoleiro não descansa e não pára

O mascador de erva,
Sua doce amante
Todos dizimados em Tull
Condenados por suas balas certeiras

Atravessando o deserto escaldante
A erva do diabo
Sua única companheira
Em sua busca

No posto de parada um garoto de outro mundo
Morto pelo homem de preto
Condenado a morrer novamente
Em meio ás montanhas do mundo ocidental

Enfim o mar, a imensidão
Trazendo criaturas toscas
Comedoras de gente
Deixam-no quase impotente

A primeira porta
Eddie, o prisioneiro
Viciado de Nova Iorque
Um nato pistoleiro

A segunda porta
Susanah, Odetta, Detta, Damas das trevas
Mesmo sobre uma cadeira
A mulher dividida se torna pistoleira

A terceira porta
Mort, a morte
Um assassino racista
Por si mesmo condenado

Após o mar ocidental
Máquinas estranhas em seus caminhos
Demônios já esquecidos
Deixados para trás com sua loucura

Chegando em Lud
O menino reaparece
Suas mentes se unem
O pistoleiro volta à lucidez

O menino se vai novamente
O pistoleiro persegue seu sequestrador
Prisioneiro e dama das trevas
Procuram o mono Blaine

Sem sentimento,
Uma máquina que gosta de advinhações
Um ser sem coração
Blaine, o retrato da eterna solidão

Pistoleiro, Prisioneiro
Dama das trevas e menino
Quatro destinos diferentes
Um Ka-tet integral

Atravessam as terras devastadas
Levados por Blaine
Lutando para sobreviver
Ao terror do trem supersônico

A busca à torre negra continua!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

















No breu da noite
À luz da lua
Navegando sem direção
Pelo Mar em fúria

No silêncio da noite
A calma do mar
O ensurdecedor canhão
O fogo sem cessar

Na escuridão da noite
Os fleches da pólvora
Fonte da explosão
Distantes como a aurora

Na calmaria da noite
O tambor silencia
O sangue escorre pelo chão
Do convéz que ali existia.

terça-feira, 19 de junho de 2007



















A rua, em torno, era ensurdecedora vaia.

Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão vaidosa
Erguendo e balançando a barra alva da saia;

Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como um basbaque extravagante,
No tempestuoso céu do seu olhar distante,
A doçura que encanta e o prazer que assassina.

Brilho... e a noite depois! - Fugitiva beldade
De um olhar que me fez nascer segunda vez,
Não mais te hei de rever senão na eternidade?

Longe daqui! tarde demais! nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!

(Charles Baudelaire)

Esse poema chama-se A Passante de Charles Baudelaire, com tradução de Guilherme de Almeita. Charles Baudelaire foi um poeta nascido em Paris, França, em 9 de abril de 1821, grande escritor autor de várias obras, entre elas As Flores do Mal, O spleen de Paris e Paraísos Artificiais.
Esta poesia me chamou a atenção pelas rimas e pela escreita, pena que a tradução faz-se perder um pouco da essência.

quinta-feira, 14 de junho de 2007
















Homo Sapiens Sapiens...

Sapiens... sabedoria...

Qual sabedoria!?

Sabedoria, criamos veículos, aviões, prédios, monumentos

Sabedoria, criamos bombas, armas, guerras, mortes

Quem somos nós para nos chamarmos de sábios!?
Vivemos em uma esfera tomada por nosso lixo, as águas invalidades por nossa sede de dinheiro, o capitalismo que suga tudo de nós, e o pior, de dentro de nós. Os valores existentes, tão bonitos, Honra, Dignidade, Bravura, Coragem, hoje, sinônimo de nada. Quando o homo sapiens sapiens perdeu esses valores, perdeu sua sabedoria. Hoje não existe mais sabedoria, será sabedoria escolher um parceiro por beleza? Por situação monetária? Por bens materiais? Homem Sabio Sabio, esqueceu sua sabedoria em meio a podridão e ao lixo que se tornou seu mundo, vendeu seus valores por uma miséria que não vale a pena perder um fio de cabelo, jogou fora a esperança de um ideal.
Enfim a sabedoria se voltou contra nós, mesmo os que ainda possuem um pouco de dignidade são atingidos pela ganância da maioria.


FODA-SE, foda-se a sabedoria, não há mais sabedoria, há esperteza, e em que consta a esperteza senão pisar em cima dos outros para se sentir melhor!? Para criar uma imagem de vitória!? Sábios nossos antepassados que preveram o que ia acontecer, espertos o que hoje dizem ser novidade que não teremos muito tempo dizendo ter falado antes.


Homo sapiens sapiens, Homo sapiens, Homo, simplesmente Homo mais nada...

domingo, 10 de junho de 2007
















Minhas lágrimas não mais conseguem demonstrar minha emoção
Meus socos não conseguem anestesiar a dor de meu coração
Meus olhos se cegam ao ver o sangue derramado por mim mesmo nas paredes danficadas de minhas ilusões
Minha mente fica inerte diante os palpitares loucos de uma alma em profunda descida pelo vale da loucura
O que resta senão a dor que não pode ser mostrada, vista, sentida ou imaginada, encrustada em meu peito ela cria vida e se rebela contra seu próprio criador
Infame tarja que hoje descansa meu túmulo sinistro impedindo-me de ver qualquer coisa senão a escuridão que cobre o mundo dos inúteis mortais que nele habitam, e que hoje cobre também meus olhos me carregando de volta para a dor de minha ilusão

segunda-feira, 4 de junho de 2007









Desculpe amor


“Atroz amor que me revoga a ti
Ciciando palavras doces em meus ouvidos
Fazendo-me perder todos sentidos
Lembrando-me os beijos que ganhei de ti

Oh meu amor, oh minha perdição
Te espero, te aguardo
E um lugar para ti eu guardo
Em meu coração

Nostalgia eterna que me faz lembrar
Trazendo-me prantos à face
Fazendo-me viver nesse enlace
Apesar disso continuo a te amar

Senhor dos senhores
Como levas meu amor desse jeito?
Poderia ser mais um dia perfeito
Mas transformastes em dores

Nada pude fazer em sua partida
Desculpe minha amada
Minh’alma se sente culpada

Por perder a ti, minha querida.”

quinta-feira, 31 de maio de 2007














Num dia frio, um cachecol em volta do pescoço, uma cacharrel abaixo da jaqueta jeans semelhante à calça, o cabelo solto jogado sobre um dos olhos sofrendo abalos suaves da brisa de inverno que toca seu rosto, olhos semicerrados, bochechas rosadas, lábios vermelhos. Mais próximo, sinta o perfume do sabonete, o cheiro de xampu, o calor do corpo, veja os olhos brilhantes ainda quase fechados pelo fraco e gélido vento que sopra, nariz gelado, rosto morno, corpo quente. Ela passa, lá se vai, deixa pra trás a nostalgia do perfume, a lembrança de seu olhar, a imagem de seu rosto e o gélido vento que batia em seu lindo rosto.

Algum dia, nós imaginamos uma pessoa que se encaixa nesse perfil, exato, essa cena, esse perfume, esse olhar. Na minha imaginação essa pessoa teria cabelo loiro cacheado, olhos verdes, um metro e sessenta, até setenta. Mas minha realidade chega bem perto da imaginação, e seria a menina da foto, na foto da direita, quando eu vi ela pela primeira vez com sete aninhos e do lado, ela hoje, ai me pergunto, “o que aconteceu com aquela menina?” pois é menina virou mulher e que mulher!.

Já faz muito tempo que não vejo ela, mas eu ainda lembro que passei no mínimo dois anos sonhando e imaginando ela, isso foi paixão eu acho, e amor, amor... amor nunca se acaba, mas agora já não sei, acho que amor, neste caso, se tornou utopia.

Mas e ai pessoal, como é a “musa” de vocês? Conheceram? Viram? Imaginaram? Ou ela simplesmente passou em sua vida?

Cada qual com seu amor, com sua musa, com sua imaginação.

quarta-feira, 30 de maio de 2007
















Agora começa um instante de loucura
"Eu não acredito no que eu estou vendo!
Não acredito no que estou sentindo!
Eu olho o mundo e não acho que é real!
Eu te vejo, eu sei! Mas não tenho certeza de que é real!
Olha, eu estou te tocando, mas mesmo assim não sei se é real!
Não acredito no meu olho!
Não acredito na minha mão!
Não acredito em nada a minha volta!
Tudo está embaralhado na minha cabeça
Eu não consigo ver um futuro
Eu queria ter um futuro
Eu queria ser alguém
Eu queria... ter alguém

O que teria depois da morte?
O que é a morte?
Será que estou vivo?
Será que já morri?
Seria esse um inferno?
Será, será, será, tudo será
Será o que?
Por que ninguém me dá uma resposta?
Será que existe uma?
Ha! Olha o 'será' ai de novo.
Tudo são dúvidas!
Nada é concreto!
O que eu vejo?
Será que eu vejo o mesmo que você?
Será que o verde é o verde?
O vermelho é o vermelho?
Quem me garante?
Eu não vejo pelos seus olhos
Não penso com sua cabeça.
Como eu posso saber se você é real?
Alguém é real?
O que vem depois da morte?
Tudo se apaga?
Uma nova vida?
Um céu, um inferno?
Aqui não pode ser o céu? Ou um inferno?
Uma vida?
Ei, o que é a vida?
Eu estou vivo?, Acho que já fiz essa pergunta
O que houve no passado?
Será que já existiu?
Não sei, não vi
Quem viu?
Se viu, será que realmente viu?
Perguntas, perguntas...
Cadê uma resposta?
Eu estou ficando louco...
Eu me sinto perdido...
Não acredito em nada, ou não quero...
Eu me sinto... sozinho."

Queria eu um dia poder dizer isso pra alguém, mas não tenho coragem, ou oportunidade.
Hoje é o primeiro dia que estou escrevendo nesse diário, se assim posso dizer, não vou escrever todo dia... eu sei! Algumas vezes vou até esquecer que existe.
Eu só fiz isto aqui para poder... desabafar o que eu estou sentindo, essa é a função desse diário
A pergunta chave é: porque esse nome? "Diário de um louco"? Eu não pretendo responder isso ainda, quero que vejam o porquê, e se não verem... não viram ué! O que eu posso fazer?
Além do mais eu tenho certeza que não vou publicar esse diário, não tenho porque querer que saibam da minha vida.
Aiai... hoje foi um dia cansativo e eu já escrevi muito por hoje (só porque é o primeiro dia). Então fico por aqui e... Ah! Sei lá, eu fico aqui e quem sabe amanhã não escrevo mais alguma coisa? Quem sabe o futuro, né? Se é que ele existe.
DEJA-VU! Deja-vu! Nossa primeiro dia e já me veio um deja-vu, acho que já escrevi isso antes, mas houve um antes?

(03/07/2006)