domingo, 19 de abril de 2009

Ao longe na noite que tivemos outrora
Lembro-me vagamente de seus suspiros
Seus seios sobre meu peito
Num ritmo desacelerado da sua respiração

O som das águas marítmas batendo contra as rochas
Apenas os vultos das núvens que pairam sobre nós
Escondendo a tímida lua que nos olha do céu
E como sardas da noite as estrelas postam sua beleza

Seu coração calmo no ritmo descompassado do amor
Bate contra meu peito com a delicada fúria da paixão
Enquanto nas areias vagam os ventos
Carregando o suave assobio da noite

Relaxante sensação de imunidade
Contra qualquer mal maior que surja
Pois naquele instante de tempo
Nossos relógios pararam e os céus também
Eternizando o amor que ali se encontra presente.

sábado, 11 de abril de 2009






Os vazios da minha mente se tornam cheios de confusão. Relatam partições de dados, imagens e sentimentos que se combinam em uma descomunal visão de mundo, onde tudo se monta e desmonta fronte meus olhos fazendo-me retornar aos espaços inabitados em meus pensamentos, pois quanto mais racional eu me torno, mais vejo o quão louco estou ficando.
Isto me mostra que a loucura é na verdade um nível de razão onde não há mais espaços vagos, e sua mente se torna uma prisão racional. Como fuga desse processo, todas as informações se embaralham e dispersam a lucidez, tornando-nos em sábios loucos, sempre a procura duma louca razão.