
A rua, em torno, era ensurdecedora vaia.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão vaidosa
Erguendo e balançando a barra alva da saia;
Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como um basbaque extravagante,
No tempestuoso céu do seu olhar distante,
A doçura que encanta e o prazer que assassina.
Brilho... e a noite depois! - Fugitiva beldade
De um olhar que me fez nascer segunda vez,
Não mais te hei de rever senão na eternidade?
Longe daqui! tarde demais! nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!
(Charles Baudelaire)
Esse poema chama-se A Passante de Charles Baudelaire, com tradução de Guilherme de Almeita. Charles Baudelaire foi um poeta nascido em Paris, França, em 9 de abril de 1821, grande escritor autor de várias obras, entre elas As Flores do Mal, O spleen de Paris e Paraísos Artificiais.
Esta poesia me chamou a atenção pelas rimas e pela escreita, pena que a tradução faz-se perder um pouco da essência.
Um comentário:
legal o poema play!
parecendo blog de gente grande!
vo faze um button do seu blog pra por no Surf Wax America...
ai v se comenta lá de vez em quando!
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